Olá Mamães, Papais e familiares! Hoje vou abordar um assunto que conhecemos apenas em momentos de desespero, mas que é muito importante para orientações e prevenções.

Lembro-me do dia que estávamos em casa, num final de semana, brincando com a Mel, e que ela não queria saber de nada, estava bem abatida, não aceitava comer (e olhem que ela come muito bem rsrs, às vezes chamamos de “draguinha”, que não come pedra porque não tem na mesa kkkk). Ela estava dormindo mais do que o normal e apresentou febre alta, quando então decidi levá-la ao Hospital Vera Cruz de Campinas.

Na ocasião, tive a sorte de ter a pediatra Dra. Flávia Nogueira junto ao corpo médico e atendendo à emergência daquele dia. Fizemos um exame rápido de saturação, em que notamos que a Mel estava com saturação baixa (86). A Dra. Flávia pediu um raio x e já nos encaminhou para 3 inalações.

Aí veio a surpresa, de que a Mel estava com pneumonia, mas não avançada, estava com uma mancha no pulmão direito superior. Com as inalações, ela já conseguiu recuperar, ficando com saturação de 96.

Em razão da melhora, a Mel foi liberada e pode seguir o tratamento em casa, além de terem sido recomendadas sessões de Fisioterapia respiratória para que pudesse ajudar na “expulsão” da secreção do pulmão e abertura dos brônquios.

Iniciamos o tratamento com antibiótico e conhecemos uma pessoa que foi muito importante na vida da Melissa e de minha vida, a Maria Angélica Izidoro de Oliveira Lopes, pois nos orientou, ajudou a Melissa em sua recuperação durante crises respiratórias e também em simples resfriados, com informações para melhorar a qualidade respiratória até o processo infeccioso finalizar, e que hoje se tornou uma grande amiga. Agradeço, também, a outra amiga fantástica, Mariana de Mello, a fisioterapeuta da Melissa, que ajudou demais no desenvolvimento motor da minha abelhinha.

Vou dizer a vocês que não é fácil acompanhar uma sessão de Fisio respiratória, pois a criança chora bastante, não pela dor, porque não sente, mas pela questão de ser apertada e de já não estar 100%.

Pedi a ajuda à Maria Angélica, especialista em Fisioterapia Respiratória e Cardiovascular (pela UNICAMP), com experiência em Fisioterapia Respiratória Adulto e Pediátrica e em Fisioterapia Respiratória em Oncologia e Hematologia Pediátrica e também funcionária e profissional do Centro Infantil Boldrini, para nos explicar um pouco melhor sobre seu trabalho e como podemos ajudar nossos filhos com ações diárias e simples, como limpeza nasal.

“Respirar é essencial para nos mantermos vivos. Este processo ocorre por meio de uma série de acontecimentos que permitem a passagem do ar através das vias respiratórias. Das vias respiratórias, o oxigênio inspirado é conduzido para os pulmões, onde ocorre a troca pelo gás carbônico e depois este segue o caminho inverso para fora do corpo.

A Fisioterapia Respiratória é um processo dinâmico, que deve ser visto como a aplicação terapêutica de intervenções mecânicas, baseadas na fisiologia das vias aéreas. Esta área de atuação tornou-se uma grande aliada para a prevenção e/ou tratamento específico de doenças que acometem o sistema respiratório.

Dentre os diversos objetivos da Fisioterapia Respiratória, podemos citar alguns como: descolar, deslocar e eliminar secreções das vias aéreas; prevenir e/ou reduzir as consequências da obstrução (nasal ou pulmonar) por secreção; melhorar a efetividade da tosse; otimizar a força e/ou resistência da musculatura respiratória. Com isso, esta área de atuação da Fisioterapia vem crescendo e sendo conhecida cada vez mais.

As infecções de vias aéreas superiores (nariz e garganta), por exemplo, são um dos problemas mais comuns encontrados em serviços de atendimento médico pediátrico. A simples exposição a componentes do ar que respiramos como: microrganismos, alérgenos e poluição, juntamente com certas características da criança exposta, podem gerar manifestações clínicas de doenças respiratórias.

Um dos mecanismos de defesa do nosso sistema respiratório é a produção de secreção. Qualquer fator que comprometa a limpeza normal do nosso sistema respiratório (como as infecções, por exemplo) pode gerar acúmulo de secreção.

As crianças e, principalmente os bebês, sofrem com o acúmulo de secreção, seja ele alto (nariz e garganta) ou baixo (pulmões). Para se ter uma noção, uma simples congestão nasal pode gerar desconforto na hora do bebê respirar.

Uma orientação que sempre dou às mamães das crianças que atendo é a higiene nasal com instilação (injetar/pingar gotinhas) de soro fisiológico 0,9% (aquele encontrado facilmente em farmácias). Costumo utilizar uma seringa de 1ml e uma ampolinha de 10ml de soro fisiológico 0,9%. Para as crianças maiores encho a seringa, instilo em uma das narinas da criança (espero ela engolir o soro) e tampando a outra narina peço para ela puxar profundamente o ar. Faço o mesmo processo na outra narina. Com isso a secreção sairá do nariz e irá para a garganta, onde será engolida ou expectorada.

No caso da higiene nasal para bebês a técnica é um pouco diferenciada, porém, para realizá-la, lembre-se de estar bem orientada e treinada pelo seu fisioterapeuta, assim você terá segurança na execução e não irá expor seu filho a nenhum risco.

E lembrem-se que: acúmulo de secreção nas vias aéreas é foco para infecção. Por isso é de extrema importância saber eliminar esse foco.”

Fisioterapia Respiratória

 

Fisioterapia Respiratória

Fisioterapia Respiratória

Fisioterapia Respiratória

 

Espero que vocês tenham gostado e possam aplicar algumas dicas para aumentar a qualidade de vida de nossas crianças e ajudá-las a ter uma melhor respiração.

Até a próxima semana!!!