Semana passada, exatamente no dia 26 de Setembro, às 19h, fui para a Palestra de Alex Duarte, jornalista, escritor, cineasta e autor do livro "Cromossomo 21”, em busca de mais conhecimentos para poder repassar em meu Blog.

Nela, muitas coisas que foram ditas retratam aquilo que sempre falo e por isso achei importante compartilhar.

Ninguém é igual a ninguém, e isto é importante todos se conscientizarem, para não criarmos esteriótipos ou generalizarmos as pessoas e as situações.

Num primeiro momento, quis entender como o Alex começou este trabalho do Cromossomo 21, suas escrituras e depois a criação do filme.

Vou contar rapidamente. Ele é formado em Jornalismo e teve a oportunidade de entrevistar uma garota chamada Adriele Pelentir, com Síndrome de Down e que havia passado no vestubular em uma Faculdade no Rio Grande do Sul. E passou sem cotas, no vestibular comum.

Ele mesmo disse que tinha seus pré-conceitos e ao receber a notícia de que faria essa entrevista, começou a elaborar as perguntas de maneira simplista, para que a Adriele (na concepção dele) pudesse entender. E foi então que ele se surpreendeu. Quando o Alex encontrou a Adriele, foi ela quem iniciou as perguntas, batendo na mesa e questionando se ele já amou, se ele já tinha tido a oportunidade de amar, de ter amigos, de ser chamado para sair...

Ele ficou sem palavras, não sabia o que dizer e nem como se portar diante dela. E foi ai que ele decidiu mudar. Passou os próximos 8 meses de sua vida convivendo com a Adriele, fazendo tudo com ela, a fim de conhecer sua rotina, sua vida e para poder rapassar suas experiências através do livro.

Na palestra assistimos um vídeo da Carina Streda, Pedagoga, especialista em Psicopedagogia e acadêmica do curso de graduação em Psicologia, onde ela mencionou a necessidade de quebra de paradigmas, evitarmos os rótulos e trabalharmos esse preconceito em nosso interior. Você poder ter mais informações no próprio blog da profissional AQUI.

Diante disso, percebemos que nós precisamos sair da nossa área de conforto, esquecer a prepotência e dar sempre o melhor de si como mãe, pai, irmão, irmã, amiga, amigo etc...

Para enfrentar o mundo de uma maneira mais tranquila, precisamos abster o cromossomo 21, não ficar enxergando apenas a deficiência, mas sim ver as tremendas possibilidades que existem à frente de nossos filhos. Temos que acreditar que tudo é possível e focar nas soluções.

Como disse em alguns artigos anteriores, eu não tive o período de luto, porém o que tive foi vontade de entender e tomar as devidas ações para que a Melissa, minha abelhinha linda, pudesse ter a melhor qualidade de vida e alcançar todos os seus sonhos e objetivos futuros.

Precisamos exercitar nossa humildade, ter caráter, praticar diariamente a gratidão e ser feliz enquanto estamos aqui, dia após dia.

Todos somos capazes, basta acreditarmos e das as condições para que nossos filhos conquistem sua independência e seus desejos. Precisamos eliminar os pré-conceitos para podermos aceitar as possibilidades. Se não tivermos barreiras, conseguiremos ter uma visão muito mais clara dessas oportunidades.

Como disse anteriormente, ninguém é igual a ninguém, e por isto precisamos exercitar nossa paciência e tolerância para entendermos os outros e o tempo que cada um necessita para atingir o seu objetivo. Outro ponto importante é não infantilizarmos nossos filhos, devemos tratá-los igualmente e deixá-los crescerem para conquistarem a sua independência.

Sempre falo que crio a Melissa para o mundo e não para mim, pois o que quero é que ela seja capaz de tudo e mais um pouco, e quer queira quer não, um dia não estarei aqui, e quando isso acontecer, tenho certeza que ela viverá sua vida com sua família, com a família que ela criou.

Precisamos nos fechar para pensamentos negativos e pessoas negativas, pois as energias influenciam demais.

Do diagnóstico à Independência

Do diagnóstico à Independência

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