Olá Mamães, Papais e familiares! Hoje gostaria de trazer para vocês algo relacionado à Educação e Aprendizagem. Como vocês sabem, tenho buscado muito aprender cada vez mais, me envolver em diversos assuntos que são de meus interesses ou de interesses coletivos, para proporcionar ainda mais informações a todos vocês.

Meu objetivo é sempre me aperfeiçoar para poder aplicar e ajudar a Melissa em seu desenvolvimento e com isso poder dividir com vocês tudo o que estamos fazendo para ajudá-los ao mesmo tempo.

Nesta busca, conheci uma profissional fantástica, Psic. Me. Daniela Cátia Cheraid, Psicóloga Clínica e Escolar, graduada em Psicologia pela Universidade São Fransicso (2001) e Mestre em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação pela FCM/Unicamp (2012). Desde a sua formação, atua como psicoterapeuta de abordagem psicanalítica atendendo criança, adolescente e adulto, casal, grupo e família. É professora do curso de pós-graduação em Psicopedagogia da Unisal desde 2010. Tem também formação em Currículo Natural Funcional (Maryse Suplino) e treinamento em Neurociência na Educação (CBI of Miami). Há 15 anos trabalha com equipe interdisciplinar e multidisciplinar na área da saúde mental, deficiência e dificuldade de aprendizagem. Também trabalha com acolhimento, impacto do diagnóstico, adesão ao tratamento. Realiza visitas domiciliares e escolar quando necessárias. Desde 2001/2002 atua em Ongs e consultório particular. Está há 8 anos na Apae Campinas e esse ano iniciou novos trabalhos em consultório com a Equipe Arco-Íris de Avaliação, Orientação e Atendimento Terapêutico Interdisciplinar.

A Daniel teve uma participação no VI Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa, promovido pela International Society for Augmentative and Alternative Communication ISAAC-Brasil ano passado onde abordou a adesão das famílias ao uso de um recurso interessante chamado Comunicação Suplementar Alternativa – CSA.

Seguem abaixo comentários da Daniela a respeito do assunto:

“Existem vários fatores que influenciam a família a usar ou não recursos como a CSA. A não adesão pela família pode estar relacionada com a dinâmica das relações familiares, de não perceber as potencialidades e as necessidades da pessoa com dificuldade de comunicação. Isso inclui aspectos emocionais que dificultam ou impedem o processo de busca por recursos sociais e tecnológicos que facilitem o acesso à participação social, acadêmica e profissional. Pode-se observar sentimentos de culpa e reparação, insegurança, superproteção, desconhecimento do fato de que cada criança tem seu jeito único de direcionar suas oportunidades de aprendizado, falta de suporte social e representações sociais e psíquicas da família quanto aos conceitos deficiência, dificuldade, comprometimento, diferença, mudança.

Outros fatores são relatados pelos familiares que influenciam a não adesão, como a falta de tempo para se dedicar ao recurso na rotina em casa. Nas atividades diárias, a tendência da família é manter a comunicação preestabelecida, por ser mais rápida do que iniciar o uso de CSA. Algumas famílias acreditam ser essa implementação uma prática exclusiva do profissional fonoaudiólogo, afirmando que, se esses profissionais fizerem um bom trabalho, o próprio usuário será autônomo e independente no uso das pranchas de comunicação. Outras famílias, ainda, não participam desse processo em casa por medo, receio, insegurança em não compreender o uso das pranchas.

A aceitação social é uma variável que permeia a decisão do usuário ou de sua família em usar o recurso. Porém, mesmo que o dispositivo melhore a qualidade de vida e o desempenho funcional do sujeito, mas apresente conotação social negativa e estigmatizante, o usuário tende a abandoná-lo.

Importante ressaltar que, em muitos casos, é o recurso que não está adequado às necessidades do usuário ou, ainda, a orientação profissional não atingiu as necessidades da família. Considerar o significado da CSA para a família e para o usuário facilita a própria construção do recurso e ajuda a família a compreender a importância pessoal e social de uma comunicação mais autônoma e independente.

As expectativas dos familiares em relação ao uso de apoios, como a tecnologia assistiva e a comunicação alternativa, podem estar relacionadas às suas vivências e a importantes aspectos como a representação social e psíquica da deficiência, à dinâmica familiar e sua história antes do nascimento da criança com deficiência, à maneira como cada uma aprendeu a lidar com as frustrações e à busca natural e inevitável pela cura.

Importante considerar que, mesmo que ainda haja conotação social negativa que influencia a decisão de usar ou não um recurso como a comunicação alternativa, o uso desses recursos melhoram a qualidade de vida do usuário e ainda favorecem a aquisição e desenvolvimento da comunicação e interação social, permitem o desenvolvimento da autonomia, melhora a autoestima e favorece a aquisição, desenvolvimento e aprimoramento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais.”

 

Seguem abaixo algumas ilustrações utilizadas na CSA:

Comunicação Suplementar Alternativa no Ambiente Familiar

Comunicação Suplementar Alternativa no Ambiente Familiar

Comunicação Suplementar Alternativa no Ambiente Familiar

 

Vejam que sempre existem alternativas e ressalto aqui, mais uma vez, o que disse em outros artigos, que precisamos entender que cada criança tem seu tempo para se desenvolver, tenha Down ou não. Nós mesmos temos diferenças de aprendizado, por isso, precisamos estimular e ACREDITAR. Nossas crianças se espelham nos pais, nós somos exemplos e, portanto, eles confiam muito em nós. Se vocês acreditarem e falarem para as crianças que tudo é possível, eles sempre conseguirão atingir seus objetivos.

O amor move montanhas!!! Sempre acreditei muito nisso.

Ahhhh para fechar o artigo, vou confessar uma coisa que eu faço, minha mãe faz e meu marido também rsrs. Quando nós dormimos, nosso subconsciente continua trabalhando, e nossas crianças continuam aprendendo e assimilando. Então, sempre que a Melzinha está dormindo num soninho profundo nós falamos coisas boas, positivas e que ela entenderá e irá aplicar em seu dia a dia, como por exemplo: “Filha, a mamãe te ama demais, estarei sempre ao seu lado, você é muito inteligente e será capaz de fazer tudo o que quiser”, “a vovó ama você, você é uma menina muito inteligente e que aprende tudo com muita facilidade e está se desenvolvendo super bem”, “papai te ama filha, você pode contar sempre comigo, você é muito especial.”

Tentem rsrs, não custa! A Mel é uma menina muito alegre, carinhosa e a cada dia está surpreendendo ainda mais.

Ressalto a vocês que o nosso blog está aberto a perguntas e dúvidas que tiverem em qualquer momento da leitura do artigo e até mesmo depois, no dia a dia de suas crianças.

Estamos trabalhando juntos para que os nossos filhos tenham as devidas condições de desenvolvimento e as informações possam alcançar a todos, independente de sua localidade.