Olá pessoal! Hoje trago ao conhecimento de vocês um assunto muito importante, que precisa ser divulgado, já que estamos no período do ano em que a Bronquiolite é muito comum e os cuidados devem ser redobrados.

Em minha caminhada junto à Melissa, encontramos, conhecemos e criamos muitos amigos e foi assim com o Dr. Alfonso Eduardo Alvarez, profissional com vasta experiência em Pediatria e nas áreas de Pneumologia e Alergia Pediátrica.

Bronquiolite

O Dr. Alfonso formou-se na UNICAMP em 1994, fez residência em Pediatria na UNICAMP em 1995 e 1996 e especializou-se também em Pneumologia e Alergia Pediátrica na UNICAMP em 1997. Em 1998 realizou estágio na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, no principal centro de Pneumologia Pediátrica daquele país. Concluiu Mestrado e Doutorado em saúde da criança e adolescente na UNICAMP. Atualmente realiza pesquisas na área de Pneumologia Pediátrica no setor de Pneumologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, e é Presidente do Departamento de Pediatria da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (Gestão 2011-2014).

Ele participa ativamente de diversos congressos nacionais e internacionais, profere palestras, publica artigos científicos e capítulos de livros. Desde 1998 vem dedicando-se intensamente ao consultório, tornando-se referência em Pediatria, Pneumologia e Alergia Pediátrica.  Maiores informações vocês podem obter também no site da Clínica CEPAP.

Recentemente, fiz uma entrevista com ele, que disponibilizo neste artigo, pois queria informações que pudessem ajudar a todos e ninguém melhor para falar do assunto que um profissional de alta qualificação.

“ A Bronquiolite é uma infecção dos bronquíolos, que são a parte final dos brônquios, antes de chegar aos alvéolos pulmonares. É causada por vírus, sendo que em 70% dos casos o agente é o Vírus Sincicial Respiratório.

A Bronquiolite é a principal causa de infecção de vias aéreas inferiores em menores de um ano no mundo, e a principal causa de internação nessa faixa etária em países desenvolvidos.

A infecção normalmente começa com sinais de vias aéreas superiores, semelhantes a um resfriado, com nariz escorrendo e tosse leve. Depois de alguns dias evolui com piora da tosse, chiado no peito e dificuldade respiratória; nesta fase pode ou não ocorrer febre.

Muitas vezes a tosse e o chiado são leves e não há falta de ar, podendo na maior parte das vezes ser tratado em casa. Em 5% dos casos o quadro pode se agravar e levar a uma falta de ar que exige que a criança seja internada para receber oxigênio. Das crianças internadas, a maioria vai melhorar após 3 a 5 dias, apenas com oxigenoterapia, e a criança poderá ter alta sem maiores complicações. Em alguns casos o quadro se agrava muito e é necessário internação em Unidade de Terapia Intensiva e Ventilação Mecânica. Infelizmente às vezes a bronquiolite evolui de forma muito grave e pode levar a óbito. No mundo morrem 66.000 a 199.000 crianças por ano devido a Bronquiolite.

Na maioria das vezes a criança irá se recuperar totalmente e não terá nenhuma sequela. As vezes porém, principalmente nos casos graves que exigiram internação, a criança pode evoluir com um quadro de Asma, apresentando crises de tosse e chiado. Quando a criança permanece tendo crises de tosse e chiado deve ser feito um tratamento com medicações inalatórias, de uso diário, de forma preventiva. Na maioria das vezes a criança evolui muito bem, deixa de ter crises e pode suspender a medicação após alguns meses.

O principal cuidado para se evitar a Bronquiolite é evitar expor a criança a ambientes fechados com muitas pessoas. Esses locais favorecem muito a transmissão dos vírus, e como as crianças, principalmente as menores de um ano, tem o sistema imunológico imaturo, elas acabam tendo uma chance maior de contrair infecções respiratórias. Crianças menores de um ano que estão frequentando a escola no período de outono / inverno (que é a época de maior circulação dos vírus respiratórios) apresentam uma chance maior de ter bronquiolite.”

Quero agradecer muito a participação do Dr. Alfonso e espero contar sempre com sua ajuda para podermos auxiliar a todos.