Como vocês já sabem, estou AMANDO este trabalho junto ao BLOG, pois além de aprender, estou conhecendo cada vez mais as pessoas e criando este vínculo com parceiros de alta qualidade, que se dedicam demais ao que fazem.

Trago aqui novamente um artigo escrito pelo Leonardo ScarpatoGraduado em Educação Física (PUC Campinas), Especialista em Fisiologia do Exercício (UNICAMP), Especialista em Natação Infantil e Natação para Bebês, Especialista em Psicomotricidade (HAVANA/CUBA), Coordenador Grupo CIEICAMP Campinas, Integrante Grupo de Pesquisa GEPEAMA (UNICAMP) trabalhou juntamente com Professor Paulo César Cadima Júnior Graduado em Pedagogia (Unip Campinas), Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional (IBFE Campinas), Especialista em Neurociências aplicada à Educação (IBFE Campinas), Pós Graduando em Psicomotricidade (IBFE Campinas), Integrante do Grupo de Estudos GERMINA. Coordenadora: Professora Viviane Louro (UNIFESP) e Integrante do Grupo que desenvolve um trabalho no Capsij, de Sumaré. Coordenadora: Professora Adriana Mendes (IA UNICAMP).

“Nesse artigo discutiremos, de forma simples e objetiva, todos os benefícios das atividades físicas (cognitivas/coordenativas), assim como o processo de musicalização para pessoas com deficiência.

Segundo Piaget, em todo seu conjunto de obras literárias sobre desenvolvimento infantil, toda estimulação precoce é de grande valia para o desenvolvimento integral infantil, ainda mais sobre aspectos cognitivos motores, como no caso desse nosso artigo.

Vamos, de uma maneira geral, vincular as duas disciplinas e demonstrar como conseguimos melhorar o desenvolvimento motor e psicomotor, estimulando ambas as vivências para esse grupo específico de alunos.”

PSICOMOTRICIDADE

  1. Leonardo Cavalheiro Scarpato e Prof. Paulo César Cadima Júnior

Primeiramente analisaremos a palavra psicomotricidade, suas tendências, conceito e como essa variável se torna imprescindível em nossa capacidade motora (motriz) e cognitiva de desenvolvimento. Abordamos de maneira geral, nesse caso, tanto pessoas com deficiência, como pessoas sem deficiência, entendendo que ambos os grupos necessitam da estimulação psicomotora para um pleno desenvolvimento cognitivo motor.

Psicomotricidade, segundo AZEVEDO (2016), de uma maneira resumida, é o conjunto de ações realizadas pelo sistema psicomotor, ou seja, é a relação entre a ação comandada pelo cérebro (ordem) e a contra ação, ou reação (resposta motora), executada pelo sistema motor. Esse sistema, aparentemente simples, é de maneira geral o que entendemos como psicomotricidade. Porém, quando lemos a explicação, nos parece muito simples essa relação e como conseguimos desenvolver algumas ações motoras cotidianas, como pegar um copo com uma única mão, ou escrever, ou tocar um objeto, ações motoras coordenativas grossas ou finas simples, que requerem inconscientemente, um treinamento do sistema psicomotor.

Segundo ALVES (2012), entendemos hoje que a Psicomotricidade trazendo possibilidades de desenvolver capacidades, utilizando do movimento e do conhecimento do corpo para atingir aquisições intelectuais mais complexas, ajudaria na prevenção das dificuldades de aprendizagem, principalmente da leitura e escrita. O trabalho dessas atividades que estimulam os movimentos corporais são muito importantes para o processo de desenvolvimento cognitivo. A motricidade está diretamente ligada ao desenvolvimento da aprendizagem.  Sendo assim, quanto maior a eficiência motriz, maior a capacidade do sujeito aprender.

Ao entender e relacionar o processo de desenvolvimento psicomotor ao sistema cognitivo, conseguimos visualizar que, principalmente para crianças com deficiência, as atividades físicas e ritmadas devem ser constantemente estimuladas, uma vez que, ainda segundo Piaget, há um déficit intelectual natural no processo geral cognitivo da criança com deficiência.

Portanto a estimulação de atividade física, musicalização e ritmos devem ser realizadas sempre e quanto mais cedo ocorrer esse processo, mais respostas cognitivas motoras efetivas seremos capazes de processar. Isso faz com que nossas crianças sejam mais ativas, mais estimuladas e possam ter uma plena qualidade de vida, com autonomia e responsabilidade.

ATIVIDADE FÍSICA: RESPOSTAS COGNITIVAS E COORD. MOTORA

  1. Leonardo Cavalheiro Scarpato

            Temos muitos estudos práticos e teóricos, que descrevem os benefícios e funcionalidades da prática regular de atividade física para pessoas com e sem deficiência. O estímulo motor, cognitivo e coordenativo, são as diretrizes principais citadas por diversos autores, no tocante principal ao desenvolvimento psicomotor através da prática de atividades físicas e esportes. Além desse processo, a prática regular de atividade física, estimula de maneira geral, perda de peso, auto-estima e socialização, principalmente por ser realizada, em sua essência, de maneira coletiva.

KUNZ (2004), quando aborda a educação física e a prática regular de atividade física, ressalta nesse contexto, como a visão das pessoas tem sofrido alterações em relação à saúde, qualidade de vida e desenvolvimento motor de maneira geral. Essa conscientização popular de que a prática de atividade física é algo extremamente importante para saúde, tem sido fator decisivo quando discutimos o tema também para pessoas com deficiência.

Ainda na mesma linha de raciocínio, segundo DE MELO (1997), o desenvolvimento efetivo da conscientização corporal, principalmente na educação física escolar, é de suma importância no processo de desenvolvimento motor e psicomotor infantil. Destacamos que o autor acima citado escreve na década de 1990, ou seja, nos possibilita visualizar que a discussão sobre o tema, além de recente é ainda muito efetiva e com conceito claro de que a prática regular de atividade física, iniciada na escola, é fundamental para qualquer grupo de alunos em questão, com ou sem deficiência.

Essa primeira abordagem tem por objetivo principal, destacar a importância efetiva de como a atividade física pode (e deve) nos auxiliar diretamente no desenvolvimento geral infantil, principalmente para as crianças com deficiência. Reforçando o contexto principal de que além de efetivarmos um melhor desenvolvimento motor e psicomotor, as atividades físicas estimulam ainda a socialização, capacidade do sistema imunológico e cardiorrespiratório, fatores que em longo prazo trarão certamente, uma grande melhora na autonomia e qualidade de vida dessa população específica.

            A MÚSICA E O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

  1. Paulo César Cadima Júnior

            Atualmente, muitos estudos têm apontado para os benefícios que as atividades realizadas com música proporcionam para o individuo. A música atua em todas as áreas do cérebro, e auxilia ativamente no processo de neurodesenvolvimento de diversos aspectos cognitivos, motores e afetivos.

Para Suzano (2016), a música atua em áreas diferentes do cérebro e estimula diversas funções, como: auditiva, visual, motora, cognitiva e emocional. Segundo a autora, o hemisfério direito é o lado responsável pela audição, criação musical, do conteúdo emocional e dos timbres. O ritmo, duração do som e a métrica acontecem no lado esquerdo. Os dois hemisférios são estimulados pela música, e ambos envolvem modalidades cognitivas, de pensamento, raciocínio complexo, funcionamento mental e processam as mesmas informações.

De acordo com Chiarelli e Barreto (2005), todos os sujeitos, com ou sem deficiência, reagem de maneira diferente aos estímulos musicais que são proporcionados, e por meio da música é possível trabalhar com o alívio da tensão emocional. Os autores ainda ressaltam que as atividades com música podem ser desenvolvidas para melhorar a coordenação motora em casos de paralisia cerebral e distrofia muscular. Por apresentar um caráter lúdico e de livre expressão, a música favorece ativamente a inclusão de pessoas com deficiência.

A proposta exposta aqui com o trabalho desenvolvido por meio da música e movimentos é o de oferecer subsídios para o processo de construção do conhecimento. O objetivo é despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, autodisciplina, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação.

CORRELAÇÃO específica entre Musicalização e Atividades Físicas para crianças/pessoas com Deficiência

  1. Leonardo Cavalheiro Scarpato e Prof. Paulo César Cadima Júnior

Atuar com a música para estimular aspectos motores é de grande valia, pois ela proporciona diversos caminhos para se trabalhar o desenvolvimento global do indivíduo. Tanto o professor de música pode se apropriar dos movimentos para desenvolver suas atividades, como o professor de educação física pode fazer uso da música para explorar e enriquecer ainda mais às suas aulas. Diversas são as formas de diálogos criados entre esses saberes, mas tudo depende da postura do educador.

Ao final desse artigo correlacionamos, de maneira efetiva, as atividades musicalizadas com ritmos e atividades físicas, que estimulam vivências distintas e uma melhora significativa no contexto geral da psicomotricidade. Principalmente para as crianças com deficiência, essas atividades propostas são complementares e juntas proporcionarão melhoras na qualidade de vida e autonomia dos nossos alunos.

Referências Bibliográficas

  • KUNZ, E. Educação Física, Ensino & Mudanças. 3ª Edição, Editora UNIJUÍ. Ijuí/RS, 2004.
  • DE MELO, J. P. Desenvolvimento da Consciência Corporal: Uma Experiência da Educação Física na Idade Pré-escolar. Editora da UNICAMP, Campinas/SP, 1997.
  • AZEVEDO, L. J. Psicomotricidade Positiva: Revisão de Ref. (Conj. de Literatura). Campinas/SP, 2014/2015/2016.
  • LOURO, V. Música e Inclusão: múltiplos olhares. São Paulo: Ed. Som, 2016.
  • LOURO, V. Fundamentos da aprendizagem musical da pessoa com deficiência. 1ª Ed. São Paulo/SP. Ed. Som, 2012.
  • ALVES, F. Psicomotricidade: Corpo, Ação e Emoção. Ed. Wak, Rio de Janeiro/RJ, 2012.

Léo e Junior muito obrigada por toda ajuda e dedicação! Com certeza teremos ainda muitos outros assuntos para abordarmos.

Em casos de dúvidas sobre as referências e para uso externo, por se tratar de um artigo científico, podem conversar com o Leonardo através do email lc.scarpato@uol.com.br ou Junior -  jrcadima@hotmail.com