Querem saber o que mais gosto??? Conhecer pessoas e ver a sua dedicação e trabalho em prol das demais pessoas.

Como vocês sabem estou sempre buscando me desenvolver e conhecer mais sobre todos os assuntos para que eu possa ajudar a Melissa em seu desenvolvimento e foi assim que eu tive a imensa oportunidade de conhecer o Leonardo Scarpato Graduado em Educação Física (PUC Campinas), Especialista em Fisiologia do Exercício (UNICAMP), Especialista em Natação Infantil e Natação para Bebês, Especialista em Psicomotricidade (HAVANA/CUBA), Coordenador Grupo CIEICAMP Campinas, Integrante Grupo de Pesquisa GEPEAMA (UNICAMP).

Bem, não preciso nem dizer muito sobre o conhecimento do Léo, mas o que posso dizer é que ele tem um pensamento muito positivo e também quer ajudar as demais pessoas a entenderem sobre o assunto e se desenvolverem da melhor maneira possível.

Conversamos muito sobre a questão de atividade física, falei que sempre pratiquei esportes e gostaria que a Melissa já iniciasse suas vivências tanto na piscina quanto também com lutas, afinal de contas a vovó e o papai da Melissa praticavam Kung Fu.

Nisto o Léo teve a idéia em escrever um artigo juntamente com sua equipe para ajudar os leitores de nosso Blog e expandir ainda mais os nossos conhecimentos a respeito da importância da atividade física em nossas vidas.

Para que tudo isso se tornasse possível, ele trabalhou com a equipe do Grupo CIEICAMP Campinas - Professor Cléberson Luis Guets (CREF.: 134794-G - Graduado em Educação Física Licenciatura na FAC), Ana Paula Meirelles (Estagiária - Graduanda em Educação Física Licenciatura na FAC) e Leonardo Galdino Calixto (Estagiário - Graduando em Educação Física Licenciatura na FAC).

 

“Abordaremos nesse primeiro artigo alguns assuntos relacionados à atividade física e inclusão. Somos um grupo de Profissionais da área da atividade física e saúde, que desenvolve projetos de pesquisas acadêmicas relacionados à inclusão para crianças, adolescentes e adultos com deficiência. Nesse primeiro momento da abordagem, iniciaremos propondo relevâncias na prática esportiva inclusiva, assim como a importância de algumas práticas específicas. Esse texto informativo é redigido para pais, professores e profissionais que trabalham diretamente ou indiretamente com pessoas com deficiência. Inicialmente discutiremos a priori, inclusão e atividades físicas para crianças e adolescentes com deficiência, sem tirarmos a importância e relevância dos outros grupos inclusivos específicos."

 

Atividade Física e Inclusão

  • Leonardo Cavalheiro Scarpato e Est. Ana Paula Meirelles

Começamos abordando o tema inclusão escolar e atividade física, primeiramente pela recente implantação regimentar que estabelece a obrigatoriedade de direito da participação efetiva de todas as crianças com deficiência na rede de ensino regular. Porém, não basta incluir, é necessário incluir com critério, com conhecimento e formação específica para tal situação. Como estamos tratando diretamente de atividade física e qualidade de vida para essas crianças com deficiência, devemos nos fixar na Educação Física Escolar e como o esporte pode ser uma grande ferramenta inclusiva disponível para os profissionais atuantes. A partir desse contexto entendemos a educação física como área chave para inclusão efetiva, não somente para os alunos com deficiência (ou limitações), mas também e principalmente para todos os outros alunos, que de alguma forma, irão conviver diretamente com essas crianças.

Através das aulas de Educação Física escolar, nossos alunos tem, na maioria das vezes, seu primeiro contato com atividade física e esporte, isso é muito importante para estabelecer o conceito que a criança vai formar de atividade física, ou seja, de acordo com as primeiras vivências esportivas dessa criança vamos conseguir estabelecer um processo prazeroso ou não em relação ao seu entendimento da prática esportiva e qualidade de vida, por isso a importância evidente na formação que essa criança vai receber na escola, tal vivência proporcionará uma relação efetiva particular desse aluno com atividade física.

Esse primeiro contato esportivo da criança com deficiência nas aulas de educação física, vai direcionar sua vivência geral e a sua relação direta com a prática esportiva. Entendendo que a conversa direta com os pais e a compreensão da relação dessa criança com o esporte e a atividade física, pode de uma maneira bem completa, favorecer de maneira efetiva o desenvolvimento dessa criança com deficiência e promover alguns ganhos efetivos diretos, tais como:

  • Desenvolvimento motor e psicomotor através dos jogos e atividades físicas;
  • Interação social com crianças com limitações diferentes ou sem deficiência;
  • Resposta cognitiva e desempenho neuro motor mais efetivos;
  • Coordenação motora (grossa ou fina), lateralidade e noção espacial mais desenvolvidos;

 

Quando entendemos o processo de qualidade de vida, prática esportiva e atividade física para TODOS, começamos a entender que esse primeiro processo deve ser prazeroso, deve despertar na criança a vontade de brincar, de correr e fazer qualquer atividade respeitando suas limitações e encontrando alternativas para superar suas limitações.

Portanto, pais, profissionais e responsáveis, devemos sempre estimular a prática de atividade física com prazer, com vontade, para gerar uma sensação de bem-estar e qualidade de vida. Esse entendimento fará com que a criança com deficiência possa, ao praticar a atividade física ou esportiva com prazer, se desenvolver de maneira saudável e melhorar sua expectativa geral de vida.

 

Estimulação Aquática para crianças com Deficiência

  • Leonardo Cavalheiro Scarpato e Prof. Cléberson Guets

Ao abordarmos, no contexto anterior, a importância da atividade física para qualidade de vida e interação social para as crianças com deficiência, entramos no contexto da estimulação aquática e natação infantil.

O ambiente aquático é extremamente estimulante para qualquer público alvo abordado, não seria diferente para crianças com deficiência. Todas as alternativas que não conseguimos abordar em atividades fora da água, o ambiente aquático proporciona a essa criança com deficiência, ou seja, seu deslocamento pode ser facilitado, sua “independência” pode ser mais efetiva, claro, que tudo isso depende do comprometimento motor e intelectual de cada criança. O fato é que todas elas, independente de deficiência e/ou limitações, encontra na água um ambiente muito prazeroso, confortável e relaxante. Por isso a água e atividades aquáticas são sempre muito recomendadas por médicos e pesquisadores no assunto.

Porém, é muito importante salientar que a estimulação aquática, principalmente para crianças com deficiência, deve ser realizada com muito conhecimento, atenção e cuidado. Portanto, pais e responsáveis, procurem Academias credenciadas e Professores habilitados que estão preparados para trabalhar com segurança e conhecimento com suas crianças. Além da segurança aquática e dos recursos estimulantes proporcionados pela água devemos entender que se trata de um meio diferente do comum e requer sempre atenção profissional, voltada diretamente às limitações individuais de cada criança e cada limitação.

 

 

Lutas: Do preconceito à inclusão

  • Leonardo Cavalheiro Scarpato e Est. Leonardo Galdino Calixto

Outra atividade física inclusiva que iremos abordar são as lutas, ou atividades de combate, que devem ser entendidas como ações de ataque e defesa ou ação e resposta. A partir dessa abordagem excluímos o conceito de lutas vinculado à violência ou agressividade. Todas as atividades de combate desenvolvem respostas reflexas rápidas, trabalho em equipe, noções espaciais e conhecimento corporal de maneira efetiva, respeitando sempre as diferenças e individualidades de cada aluno.

O mais importante nesse contexto esportivo específico das lutas é estar sempre atento ao Profissional que trabalha com a criança com deficiência, o mesmo deve estar preparado para atender as necessidades específicas do seu aluno, principalmente com relação a crianças com deficiência. Conhecimento fisiológico específico, além de uma preparação formativa completa, são pontos essenciais na formação desse profissional.

Essa atividade é extremamente estimulante para qualquer criança, inclusive para crianças com deficiência, porém o Professor atuante e a Academia responsável devem ser analisados e avaliados diretamente pelos pais e/ou responsáveis. 

 

Referências Bibliográficas
  • ABE, P. B.; ARAÚJO, R. C. T. A participação escolar de alunos com deficiência na percepção de seus professores. Revista Brasileira, Marília, v. 16, Mai. -Ago., 2010.
  • ALVES, M. L. T.; MOLLAR, T. H.; DUARTE, E.; Educação Física Escolar: Atividades Inclusivas. Ed.: Phorte. SP, 2013.
  • ALVES, M. L. T.; DUARTE, EDISON; A exclusão nas aulas de Educação Física: Fatores associados com participação de alunos com deficiência. Mov., Porto Alegre. Jan./Mar. de 2013.
  • WINNICK, J.P. Educação Física e Esportes Adaptados. Ed. Manole, Barueri, São Paulo. 3ª Ed, 2004.
  • GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. Compreendendo o Desenvolvimento Motor. São Paulo: Phorte, 2005.

 

 

O que posso dizer à vocês é que sinto que uma grande parceria se inicia e sei que posso contar com pessoas maravilhosas como o Léo e seus companheiros.

Muito Obrigada por toda ajuda e dedicação e com certeza teremos ainda muitos outros assuntos para abordar.

Em casos de dúvidas sobre as referências e para uso externo, por se tratar de um artigo científico, podem conversar com o Leonardo através do email lc.scarpato@uol.com.br.