O que sempre tentei fazer, desde o nascimento da Melissa, foi me interar sobre ações, educação, terapias e outros para melhor desenvolvê-la durante sua vida.

O que vejo e digo ser algo MAIS importante que qualquer leitura técnica é a troca de experiências com outras mamães, famílias e profissionais que tenham contato com pessoas com Síndrome de Down.

Não tive nenhum amparo no momento do nascimento da Melissa, mas nem por isso baixei a cabeça e minha família também não. Todos fomos atrás de informações e pessoas que pudessem nos apoiar neste momento.

A primeira pessoa que tivemos contato foi com a Dra. Carmen Bertuzzo, geneticista da Unicamp. Ela é prima de um amigo do meu pai, que a indicou para nos orientar não apenas na parte teórica, mas como mãe de um menino com Síndrome de Down, Rodrigo, que hoje tem 30 anos.

A Melissa tinha 15 dias quando ela foi em nossa casa com o Rodrigo. Ela pode passar toda a experiência como mãe e ainda nos orientar das melhorias que o mundo de hoje nos proporciona, já que na época que ela teve o Rodrigo o mundo ainda estava muito quadrado e não aceitavam este tipo de “doença”.

Agradeço muito a Carmen pois nos orientou como profissional, dizendo o quanto seria importante para mim continuar tomando o ácido fólico, componente importante para o corpo humano e que infelizmente não conseguimos a quantidade ideal através dos alimentos.

Nos confortou dizendo que a Melissa seria capaz de fazer qualquer coisa, que não deveríamos de jeito algum tratá-la diferente ou facilitar algo para ela por ela ter a Síndrome. Ela disse que tínhamos que fazer o inverso, exigir dela, impor limites e dar desafios, pois era assim que ela poderia se desenvolver e ter sua independência no futuro.

Muitos erram ao tratar as pessoas com Sídrome de Down como crianças, pois é aí que eles ficam totalmente dependentes. Eles são capazes de fazer tudo, basta que as pessoas acreditem e incentivem para que eles se desenvolvam como qualquer outro ser humano.

Outro suporte grande que tivemos foi da Eulanda Mello, pedagoga da Instituição CEESD (Centro de Educação Especial Síndrome de Down). Conseguimos seu contato pois meu sogro trabalha com o marido dela.

Ela pode nos orientar quanto aos primeiros passos, o que seria necessário para este primeiro momento, e ela disse Fonoaudiologia e Fisioterapia. Me deu alguns contatos para que eu já pudesse procurar os profissionais.

Esses dois profissionais são importantes justamente por causa da Hipotonia que eles têm. A Fono ajudará na postura lingual, amamentação, sucção e outros. A Fisio ajudará no desenvolvimento motor, para que consiga atingir os marcos padrão de uma criança.

A Melissa inicou seus tratamentos com 30 dias de vida e aqui meu objetivo é dividir alguns vídeos com dicas de exercícios para ajudá-los no desenvolvimento de seus filhos.