Bom dia para todos os nossos seguidores!!! Hoje traremos a história de Emilly Specht dos Reis de 1 ano e 2 meses, contada pelos seus pais Letícia Karine Specht de 23 anos e Junior dos Reis de 24 anos.

Antes de tudo, quero agradecer a participação de vocês e da Emily aqui em nosso Blog.

  1. Como vocês souberam da Síndrome de Down?

A descoberta ocorreu somente no dia do nascimento da Emilly, os médicos haviam desconfiado durante o parto, mas só nos avisaram uma semana depois, quando ela recebeu alta, e a confirmação foi através do exame genético, que ocorreu um mês após o nascimento.

No momento em que trouxeram ela para o quarto e eu a vi pela primeira vez, a primeira coisa que pensei foi que ela tivesse Síndrome de Down, porém, como não conhecíamos nenhum bebê com Down, e a equipe médica não levantou essa possibilidade logo, acabei até me sentindo mal por ter tido essa primeira impressão ao ver minha filha.

No dia em que descobrimos ficamos muito abalados, primeiramente do modo como essa possibilidade nos foi colocada, e depois pela insegurança de lidar com algo que até então era desconhecido por nós.

 

  1. Depois da notícia, o que fizeram para superar os desafios?

Em busca de superar os desafios, recorremos aos familiares, que sempre nos apoiaram, e nos incentivaram em ir atrás do melhor para a Emilly. No mês em que aguardávamos o resultado do exame genético, fomos atrás de mais informações de como poderia vir a ser o nosso dia a dia, quais as dificuldades que poderíamos encontrar e como ir estimulando nossa pequena desde cedo. Alguns dias após a descoberta, recebemos uma ligação, que acabou por mudar o rumo de nossas vidas, a oportunidade do Junior assumir um cargo público de um concurso que havíamos prestado cerca de um ano antes no estado de Santa Catarina. Como havíamos percebido através de leitura e de relatos que a estimulação é essencial, levando em consideração que a Emilly não teria acompanhamento de Terapeuta Ocupacional, e que para acompanhamento de alguns profissionais na área da saúde teríamos que recorrer a outros municípios, decidimos vir em busca do melhor para ela, já que aqui ela encontraria tudo no mesmo município.

 

  1. Quais atividades que a Emily realiza hoje?

No momento ela tem feito acompanhamento com a Fonoaudióloga, Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeuta, todas profissionais incríveis, que sempre se mantem a nossa disposição e nos auxiliam em qualquer dúvida. Todo esse acompanhamento através da APAE do município. Ela frequenta a Creche municipal durante todas as manhãs, e então pela parte da tarde ela frequenta a APAE, onde além dos atendimentos ela vai a  uma sala de estimulação. 

 

  1. Vocês gostariam de dividir algum sonho que tenham para o futuro da Emily?

Até o momento nosso maior sonho seria vê-la levando uma vida socialmente ativa e sem sofrer exclusão.

 

  1. Gostariam de deixar algum recado para todas as famílias, amigos e leitores de nosso Blog?

Antes dela nascer, nós nunca prestamos atenção no trabalho que APAE realizava. Agora vemos o quanto o serviço é importante. Então nosso recado vai para as pessoas não deixarem de visitar uma instituição apenas quando possa vir a  precisar dela.  Se aconteceu conosco é porque era para ser assim, iríamos saber lidar com a situação. A Emilly nos ensinou muita coisa, principalmente a termos mais paciência, sermos mais persistentes. Ela é tudo para nós. A gente aceitou, a amamos, mas sem dúvida é de grande importância a sociedade aceitar. Até porque o preconceito é um obstáculo muito difícil de vencer e uma das nossas maiores preocupações no futuro da Emilly.

Nós ficamos lisonjeados em participar!! E muito felizes em saber que tem pessoas dedicadas em levar informação e experiência de vida!!

A história de Emilly

A história de Emilly

 

Junior e Letícia, MUITO OBRIGADA pela participação e por nos proporcionar este momento maravilhoso e dividir a história da Emily com todos!

PARABÉNS pela dedicação!